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terça-feira, 9 de novembro de 2010

3º Grande Prémio Costa Verde Cidade de Vila Conde


AI ESTA MAIS UM GRANDE PREMIO DA ORNITOLOGIA EM VILA DO CONDE



BOMBEIROS DE VILA DO CONDE



AQUI PODES CALCULAR A TUA VIAGEM
http://www.viamichelin.pt/

VEM CONHEÇER VILA DO CONDE, CÁ TE ESPERAMOS :)


domingo, 7 de novembro de 2010

PLANTEL PARA 2011


vou aqui deixar fotos do meu plantel para 2011, mais para a frente coloco mais novidades e novos inquilinos


MACHO  AGATA OPALA AMARELO

 FEMEA AGATA OPALA AMARELO




MACHO GATA OPALA BRANCO


 FEMEA AGATA OPALA BRANCA
BELAS AVES... vou colocando mais novidades

UM ABRAÇO!!!
FERNANDO COSTA

domingo, 31 de outubro de 2010

Classificação liga Zon Sagres 2010/2011

 

 

 

10ª JORNADA

 

 

Um dragão a caminhar sobre água sem patinar

DIARIO SEMANAL F.C.PORTO SEGUE O CAMINHO, AS VITORIAS!!!

Jornada nº 9



ACADEMICA 0 F.C.PORTO 1




Um dragão a caminhar sobre água sem patinar

HUGO SOUSA (jornal o jogo)

Quando não há assunto fala-se de quê? Do tempo, obviamente. A diferença, aqui, é que o tempo, mais do que conversa fiada, acabou por virar protagonista acidental, transformando um jogo que prometia muito numa desilusão instantânea. A expectativa de bom futebol, entre o primeiro e terceiro da tabela, dissolveu-se depressa, porque a chuva diluviana que encharcou sem misericórdia um relvado novinho - estreado há pouco mais de uma semana, depois de o anterior não ter resistido à passagem dos U2 por Coimbra - tratou de desfazer dúvidas logo aos primeiros pontapés: os artistas estavam dispensados; o jogo exigia paciência e músculo. O FC Porto foi mais consistente nessa combinação de físico e inteligência, caminhando sobre a água sem patinar.
Isto de caminhar sobre a água é capaz de soar a episódio bíblico e, de facto, marcar um golo tinha tudo para ser milagre. O de Varela não caiu do céu, mas quase: um lançamento longo de Álvaro Pereira ressaltou num desentendimento entre Pedro Costa e Berger, que se fizeram ao lance, e a bola sobrou para um remate à meia volta do extremo. Um golo bonito, a destoar no meio de um futebol feito de boa vontade, mas à base de pontapé para a frente quando a bola não ficava presa num relvado pantanoso. Com esse golo em cima do intervalo, e depois de uma primeira parte de encharcar até aos ossos, o FC Porto ganhava uma vantagem que haveria de ser decisiva, não só neste jogo mas também na equação que dele resulta: os dragões embalam com oito vitórias no campeonato, mantêm a distância para a concorrência e renovam o fôlego para um clássico que já ferve.
Dito isto, arraste-se novamente a história para o início, porque ainda há conclusões a tirar no meio de tanta água. Jorge Costa e André Villas-Boas resistiram à tentação de adaptar as respectivas estratégias ao que ditava o tempo. A habilidade de Belluschi, Varela, Laionel ou Sougou, por exemplo, não foi sacrificada em favor de um futebol mais directo. Isto no papel, porque no relvado a história haveria de ser outra: a bola não rolava o suficiente para grandes investidas artísticas e, nesse contexto de dificuldades, a adaptação do FC Porto viria a ser mais rápida e eficaz. Porquê? Porque Hulk é talento mas também é músculo; Varela idem aspas; Moutinho é franzino mas tem força de combate; Falcao dá-se bem com o futebol pelos ares e Belluschi sabe quando é hora de não inventar. Atrás deles, enquanto durou, Fernando foi um tractor que limpou tudo. O primeiro golpe para Villas-Boas acabou por ser, precisamente, a lesão de Fernando, a meio da primeira parte. A sorte foi a mudança que tinha operado na convocatória: sem o tractor Fernando, sobrava-lhe ainda o tanque Guarín. Villas-Boas, provavelmente, até pensava misturar os dois mais à frente no jogo, mas acabou por ser forçado a mudar antes.
Do outro lado, a Académica chegou a ameaçar nos primeiros minutos, mas foi-se afogando lentamente. Diogo Valente ainda esbracejou, mas não havia maneira de incomodar Helton a sério. Sem Nuno Coelho, castigado, Jorge Costa tinha apostado tudo em Diogo Melo e Hugo Morais, complementando a dupla com o talento de Laionel. Não resultou.
As duas equipas chapinhavam, apesar das tréguas dadas pela chuva na segunda parte, e a força física do FC Porto ia desnivelando as coisas. Jorge Costa tentava, então, uma ligação directa ao ataque, trocando Laionel por Éderzito. Passava a ter uma inédita dupla de avançados, contando servi-los sem grandes cerimónias pelo meio. Villas-Boas respondeu com Otamendi, tirando Varela. O argentino fixou-se como trinco improvisado, ajudando também a dupla de centrais; Guarín desviava-se para a esquerda; Belluschi continuava à direita e Moutinho (já amarelado) subia para um apoio mais próximo a Hulk e Falcao. Quase no minuto seguinte, Moutinho podia ter encerrado o jogo de vez, mas o penálti que foi encarregado de marcar esbarrou no poste. Também nos ferros esbarraria a reacção da Académica, feita de coração aberto nos últimos minutos: um livre de Hugo Morais bateu com estrondo na trave e a recarga de Sougou saiu por cima. Fim de batalha.


Académica, 0 - FC Porto, 1



Estádio Cidade de Coimbra
Relvado alagado
Espectadores 8103
Árbitro Duarte Gomes
Golos (0-1) Varela 43'




quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Arlequim Português furtado em Inglaterra - Canaries stolen in Bolton-le-Sands

Recebi por email, uma noticia de um furto de 12 canários Arlequim Português em Inglaterra.
Solicitava a todos os que quisessem ajudar, a divulgação da mesma nos vossos blogues.
É uma pequena ajuda que não custa nada e pode fazer alguma diferença.

http://virtual-lancaster.blogspot.com/2010/10/canaries-stolen-in-bolton-le-sands.html

Já agora, a foto do link é de um Arlequim meu, e o dono diz que são semelhantes...

Obrigado a todos


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Canaries stolen in Bolton-le-Sands


Police are appealing for information after a number of rare canaries were stolen from a house in Bolton-le-Sands, near Carnforth.

Between 6.30pm on Tuesday 19th October and 8.30am the following morning, 12 rare Portuguese Harlequin canaries were stolen from an aviary in the back garden of a property on Sunnycroft Hillcrest Avenue.

The birds are described as being of varying colours with a crown on their head and usually sell for £25 each in pet shops. The breed has very distinctive criteria (this Word document identifies many of the types).

“It's possible that these canaries may have been stolen specifically due to their rarity value," says PC Peter Bennett, from Morecambe police. "However, an opportunist theft cannot be ruled out.

“I would appeal to anybody who may have seen anyone acting suspiciously on Sunnycroft Hillcrest Avenue on the evening of Tuesday 19th October to contact police.

“I would also like to speak with anybody who may have recently been offered any canaries for sale in the area.”

• Anybody with any information should contact police on 08451 25 35 45 or call Crimestoppers on 0800 555 111.
 
RETIRADO DO BLOG DO PEDRO FREIXO
http://canariospfreixo.blogspot.com/

terça-feira, 12 de outubro de 2010

3º Grande Prémio Costa Verde Cidade de Vila Conde

VILA DO CONDE TERRA DE BELEZAS E ENCANTOS NATURAIS









Vila do Conde cidade pequena e calma, tem na época alta de verão inúmeras actividades que fazem dela uma excelente oportunidade de visita, para além dos inúmeros monumentos que possui.

Posto de Turismo-Vila do Conde
Tel: 252 248 473 (Comissão Municipal de Vila do Conde)


252 248 473 (Posto de Turismo-Vila do Conde)

http://www.cm-viladoconde.pt
E-mail: turismo@cm-viladoconde.pt


Vila do Conde, terra de belezas e encantos naturais, possui um conjunto notável de monumentos representativos de várias épocas, com realce para o núcleo quinhentista, e foi berço e cofre dos corações de poetas e artistas, José Régio aqui nasceu e por cá passaram outros grandes vultos da literatura como Camilo, Eça, Junqueiro e Antero, Sónia e Robert Delaunney no seu refúgio em Portugal. Também o pintor poeta Júlio/Saúl Dias aqui nasceu. Mas Vila do Conde é também terra de marinheiros e calafates.
Aqui se construíram, aparelharam e equiparam caravelas que sulcaram "mares nunca dantes navegados". Homens moldados pelos ventos do mar ajudaram a crescer esta terra que, hoje, continua bela e progressiva.
Mas, no Monte do Mosteiro, é obrigatório visitar o Convento de Santa Clara, instituição fundada por D. Afonso Sanches, filho bastardo do rei D. Dinis, e por sua esposa D. Teresa Martins. Enquanto a igreja se conservou até aos nossos dias, a velha casa conventual foi demolida, dando lugar a uma edificação do séc. XVIII que pela sua majestade e imponência é um dos ex-libris de Vila do Conde. A igreja classificada como Monumento Nacional, alberga os restos mortais dos seus fundadores e é digna de uma visita. Ao sair, visite de relance a Igreja do extinto Convento de S. Francisco e alongue a vista pelo Aqueduto, o segundo mais extenso do país, outrora com 999 arcos e também classificado como Monumento Nacional.
Miradouro por excelência, o Monte de Santa Clara é o local ideal para conhecer a fisionomia da cidade. Atrai-nos a bela massa granítica da igreja matriz, virada para a Praça Vasco da Gama, antiga Praça Nova, que se alcança descendo qualquer uma das mais velhas ruas do burgo.

Que belo conjunto! ".

se alguém quiser ajudar com um patrocínio contact : 
Direção da Associação de Canaricultores de Vila do Conde
http://canariosacvc.tripod.com/index.html

UM ABRAÇO
FERNANDO COSTA
 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Canario Arlequim Português‎ (HISTÓRIA)

Canario Arlequim Português‎

A origem das várias raças de canários é mais ou menos conhecida. Sendo o canário selvagem oriundo das ilhas Canárias, espanholas, Madeira e Açores, portuguesas, é estranho que existam algumas variedades de canários ingleses, espanhóis, franceses, italianos, belgas, suíças, alemãs e mesmo japonesas e americanas, e não tenha surgido, ao longo de séculos, uma raça portuguesa de canários.

Desde criança Armando Moreno frequentou feiras de venda de pássaros e poude observar como os criadores portugueses se mantinham fieis ao canário rústico, variegado, em que o lipocromo e o melânico se fundem, muito antes de as organizações internacionais estabeleceram a rígida divisão entre melânicos e lipocromos que é, naturalmente, uma divisão artificial, embora lógica e aceitável.

As aves variegadas eram de dois tipos: ou amarelo e verde ou cinza e branco. Nos últimos 15 anos tem observado o aparecimento nessas feiras de aves portadoras de uma mistura do cinza com o laranja, o bronze, o branco, o amarelo, aves de uma grande beleza e estrutura de corpo, viveza de expressão e alegria de canto, além de uma rusticidade elevada.
Decidiu, por isso, cultivar este tipo de canários. O exame cuidadoso permitiu-lhe observar a existência, além destas cores, do castanho do dorso, que não toma a cor de fundo laranja, e os bastonetes negros. Assim, estes animais possuem um total de 6 cores.

GENERALIDADES
O canário Arlequim Português é, essencialmente, um canário de desenho, polícromo, vivo, rústico, alegre, que mantém a tradição da variedade de desenho, que existiu sempre nos ancestrais criados pelos passarinheiros. As exigências dos concursos e o desejo de dar origem a raças sofisticadas, quer no porte, quer no canto, quer na cor, conduziu ao desaparecimento do canário vivo e alegre que se criava entre os amantes do animal em si e que cativava as pessoas em geral que desejavam apenas ter em sua casa um canário para cantar.

Muitos dos animais altamente classificados dos dias de hoje são pássaros tristes, deformados, diríamos quase estropiados, quando não votados ao enclausuramento em gaiolas minúsculas, vivendo no escuro, o que conduz ao canto dito suave que, na verdade, mais parece um canto triste. Em reacção a esta situação, os criadores espanhóis seleccionaram o Timbrado, de canto vibrante, mas não atenderam, neste canário, à plumagem.

É curioso observar como algumas raças de canários deixam transparecer de modo significativo o carácter das populações que os criaram: O Frizado Parisiense parece conter em si uma bailarina de Can-Can. Por sua vez o Yorkshire representa a distinção do lord inglês. Ao alemão assemelha-se o canário do Harz, resultado de uma disciplina rigorosa, assumida em escolas alinhadas, como os elementos de um exército.
O Timbrado reflecte o folclore espanhol, com as suas castanholas.

Em Portugal, mercê das características da população, rústica, avêssa a racismos e, ao contrário, mais dada a fusão das raças, criou-se um canário de cores múltiplas, vivo, alegre. É o Canário Arlequim Português.

Deve notar-se que esta raça permite uma variedade de desenhos que tornam a sua criação fascinante pelo imprevisto e impede a monotonia que outras raças de cor imprimem às exposições onde são apresentadas centenas de aves todas iguais, com pequenas diferenças, só reconhecíveis por especialistas.
Texto de Armando Moreno

Canário de Forma e de Postura

A divisão das raças de canários em canários de cor, de canto e de forma e postura é puramente artificial. Não são apenas os chamados canários de canto que cantam, não são apenas os de cor que têm cor e não são apenas os de forma e postura que se comportam de uma dada maneira no poleiro.

Trata-se, por isso, de uma divisão que serve os interesses da Ornitofilia mas está longe de corresponder a bases científicas.

Este facto vai ainda mais longe visto que, dentro dos canários de cor a divisão entre lipocrómicos e melânicos é também artificial e sem base científica: o próprio canário selvagem possui pigmentos melânicos e pigmentos lipocrómicos.

Seja como for, o certo é que, a nível mundial, quem fala em canários de posição e postura é entendido entre os criadores e quem fala em canários de cor ou de canto também. Isto porque das várias raças de canários de canto exige-se que tenham uma maneira específica de cantar e que os de cor possuam determinadas características.

Deste modo, o canário de forma e postura prevê que a sua forma é específica e que a sua posição no poleiro é também especial.

O problema da forma exige estudos importantes, visto que nada se sabe da relação entre as várias partes do corpo das aves. Na natureza existem aves de pescoço longo e de pescoço curto, como aves de corpo largo e de corpo delgado. Não acontece o mesmo nas canários, visto que, de um modo geral, as aves de corpo largo possuem cabeça e pescoço largo, enquanto os canários alongados possuem cabeça estreita e pescoço longo. Deixaremos este tema para outros artigos e centremo-nos no problema das postura.

O modo como o canário se equilibra no poleiro coloca problemas tão profundos que não será possível expô-los num só artigo. As variáveis são tantas que temos de eliminar algumas para colocarmos o problema de modo adequado. Por tal motivo, procurei a colaboração de um engenheiro biólogo.
A grande questão é a seguinte: o que faz com que uma ave se coloque mais vertical ou mais horizontal no poleiro? Todos sabemos que o periquito australiano se mantém quase vertical no poleiro e que o canário do Harz canta quase em posição horizontal. Como dissemos, muitas variáveis se encontram em conflito: esqueleto, músculos, formato do corpo da ave, entre outros. Existe ainda um elemento importante a tomar em linha de conta: o hábito ou o treino. Na verdade, enquanto os criadores de canários de postura mais vertical, como è o caso do Yorkshire treinam as aves colocando cartões em volta da gaiola para que a ave se estique para espreitar para fora, os criadores de canários de Harz colocam cartões no tecto da gaiola para a ave se colocar o mais horizontal possível, com a intenção de emitir notas graves, as mais apreciadas.

O estudo da posição dos canários no poleiro passa pela observação de vários factores e pode ser feita através de algumas vias. Assim, pode promover-se o estudo através do esqueleto das diferentes raças, observar a posição de outras aves na Natureza ou, mais sofisticado, estudar o modelo no computador. Para o primeiro estudo montamos esqueletos de Yorkshires e de canários de cor a fim der estudarmos a sua posição no poleiro.

A fim de estabelecermos um programa de computador, promovendo a realização de um modelo biológico, simplificamos, numa primeira abordagem do estudo da posição dos canários, as vária e focalizamos a atenção no esqueleto. Sabemos que as aves da canela alta têm tendência para a verticalização. Façamos uma breve revisão anatómica:

O esqueleto do membro inferior do canário e das aves em geral não é constituído como o dos mamíferos. O que parece ser a perna (que aparece desplumada) é ainda parte do pé; os dois primeiros ossos do pé estão fundidos num osso único a que se chama canela.

Assim, nas aves como o canário, existem 3 dedos anteriores e 1 posterior; segue-se a canela, depois a perna, depois a coxa que se articula nos ossos da bacia. Deste modo, temos a considerar um ângulo entre os dedos e a canela, outro entre a canela e a perna, outro entre a perna e a coxa e, por fim, a articulação entre a coxa e o corpo. Todo este complexo interfere na posição da ave quer pelos ângulos formados. Quer pelo comprimento dos segmentos.

De todos estes elementos, o que se afigura de estudo mais importante é o comprimento da canela que, como se sabe, varia segundo as raças. Assim, o modelo que estudamos conta com duas variantes: o comprimento da canela e formato do corpo.

Este estudo, que parece muito teórico, é de grande importância para a afirmação da forma e posição da várias raças de canários e o Arlequim é, sem dúvida, uma ave ideal para este estudo, visto que se deseja que seja uma ave de canela alta e corpo erecto, mais de acordo com os antigos canários criados pelos portugueses. Esta forma, associada à poupa dá à ave uma sobranceria e vivacidade inigualáveis. Enquanto são feitos estes estudos, o que podemos aconselhar aos criadores é que seleccionem aves de canela alta o que, sem constituir uma garantia de bons exemplares fornece já um elemento importante para a as criações futuras. A seu tempo, a revista Arlequim fornecerá elementos sobre estas experiências.

Texto de Armando Moreno

Generalidades do Arlequim Português

O canário Arlequim Português é, essencialmente, um canário de desenho, polícromo, vivo, rústico, alegre, que mantém a tradição da variedade de desenho, que existiu sempre nos ancestrais criados pelos passarinheiros. No caso de vir a ser aprovado pela COM creio que deverá ser incluído numa secção próxima do Lizard, mas a decisão final terá de ser do Clube de Juizes.

As exigências dos concursos e o desejo de dar origem a raças sofisticadas, quer no porte, quer no canto, quer na cor, conduziu ao desaparecimento do canário vivo e alegre que se criava entre os amantes do animal em si e que cativava as pessoas em geral que desejavam apenas ter em sua casa um canário para cantar.

Muitos dos animais altamente classificados dos dias de hoje são pássaros tristes, deformados, diríamos quase estropiados, quando não votados ao enclausuramento em gaiolas minúsculas, vivendo no escuro, o que conduz ao canto dito suave que, na verdade, mais parece um canto triste. Em reacção a esta situação, os criadores espanhóis seleccionaram o Timbrado, de canto vibrante, mas não atenderam, neste canário, à plumagem.

É curioso observar como algumas raças de canários deixam transparecer de modo significativo o carácter das populações que os criaram: O Frizado Parisiense parece conter em si uma bailarina de Can-Can. Por sua vez o Yorkshire representa a distinção do lord inglês. Ao alemão assemelha-se o canário do Harz, resultado de uma disciplina rigorosa, assumida em escolas alinhadas, como os elementos de um exército. O Timbrado reflecte o folclore espanhol, com as suas castanholas.

Em Portugal, mercê das características da população, rústica, avêssa a racismos e, ao contrário, mais dada a fusão das raças, criou-se um canário de cores múltiplas, vivo, alegre. É o Canário Arlequim Portugês.

Deve notar-se que esta raça permite uma variedade de desenhos que tornam a sua criação fascinante pelo imprevisto e impede a monotonia que outras raças de cor imprimem às exposições onde são apresentadas centenas de aves todas iguais, com pequenas diferenças, só reconhecíveis por especialistas.

Texto de Daniel Gonçalves


 standard e algumas fotos..




















































Um Obrigado  a todos por me deixarem publicar aqui um artigo sobre o canário arlequim português... Pedro Freixo, Armando Moreno, Daniel Gonçalves, e entre outros criadores e bons exemplares que estao de parabens por esta raça de canario... a nossa! 


algumas paginas que podem encontrar artigos.fotos.exposições.campeonatos e entre outras... 



Clube Do Canário Arlequim Português

http://ccap.avespt.com/ 




Canários Pedro Freixo
http://www.canariospfreixo.blogspot.com/


O Canário Arlequim Português 

http://sites.google.com/site/arlequimportugues/home

 

 

Fernando costa

vila do conde