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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Canario Arlequim Português‎ (HISTÓRIA)

Canario Arlequim Português‎

A origem das várias raças de canários é mais ou menos conhecida. Sendo o canário selvagem oriundo das ilhas Canárias, espanholas, Madeira e Açores, portuguesas, é estranho que existam algumas variedades de canários ingleses, espanhóis, franceses, italianos, belgas, suíças, alemãs e mesmo japonesas e americanas, e não tenha surgido, ao longo de séculos, uma raça portuguesa de canários.

Desde criança Armando Moreno frequentou feiras de venda de pássaros e poude observar como os criadores portugueses se mantinham fieis ao canário rústico, variegado, em que o lipocromo e o melânico se fundem, muito antes de as organizações internacionais estabeleceram a rígida divisão entre melânicos e lipocromos que é, naturalmente, uma divisão artificial, embora lógica e aceitável.

As aves variegadas eram de dois tipos: ou amarelo e verde ou cinza e branco. Nos últimos 15 anos tem observado o aparecimento nessas feiras de aves portadoras de uma mistura do cinza com o laranja, o bronze, o branco, o amarelo, aves de uma grande beleza e estrutura de corpo, viveza de expressão e alegria de canto, além de uma rusticidade elevada.
Decidiu, por isso, cultivar este tipo de canários. O exame cuidadoso permitiu-lhe observar a existência, além destas cores, do castanho do dorso, que não toma a cor de fundo laranja, e os bastonetes negros. Assim, estes animais possuem um total de 6 cores.

GENERALIDADES
O canário Arlequim Português é, essencialmente, um canário de desenho, polícromo, vivo, rústico, alegre, que mantém a tradição da variedade de desenho, que existiu sempre nos ancestrais criados pelos passarinheiros. As exigências dos concursos e o desejo de dar origem a raças sofisticadas, quer no porte, quer no canto, quer na cor, conduziu ao desaparecimento do canário vivo e alegre que se criava entre os amantes do animal em si e que cativava as pessoas em geral que desejavam apenas ter em sua casa um canário para cantar.

Muitos dos animais altamente classificados dos dias de hoje são pássaros tristes, deformados, diríamos quase estropiados, quando não votados ao enclausuramento em gaiolas minúsculas, vivendo no escuro, o que conduz ao canto dito suave que, na verdade, mais parece um canto triste. Em reacção a esta situação, os criadores espanhóis seleccionaram o Timbrado, de canto vibrante, mas não atenderam, neste canário, à plumagem.

É curioso observar como algumas raças de canários deixam transparecer de modo significativo o carácter das populações que os criaram: O Frizado Parisiense parece conter em si uma bailarina de Can-Can. Por sua vez o Yorkshire representa a distinção do lord inglês. Ao alemão assemelha-se o canário do Harz, resultado de uma disciplina rigorosa, assumida em escolas alinhadas, como os elementos de um exército.
O Timbrado reflecte o folclore espanhol, com as suas castanholas.

Em Portugal, mercê das características da população, rústica, avêssa a racismos e, ao contrário, mais dada a fusão das raças, criou-se um canário de cores múltiplas, vivo, alegre. É o Canário Arlequim Português.

Deve notar-se que esta raça permite uma variedade de desenhos que tornam a sua criação fascinante pelo imprevisto e impede a monotonia que outras raças de cor imprimem às exposições onde são apresentadas centenas de aves todas iguais, com pequenas diferenças, só reconhecíveis por especialistas.
Texto de Armando Moreno

Canário de Forma e de Postura

A divisão das raças de canários em canários de cor, de canto e de forma e postura é puramente artificial. Não são apenas os chamados canários de canto que cantam, não são apenas os de cor que têm cor e não são apenas os de forma e postura que se comportam de uma dada maneira no poleiro.

Trata-se, por isso, de uma divisão que serve os interesses da Ornitofilia mas está longe de corresponder a bases científicas.

Este facto vai ainda mais longe visto que, dentro dos canários de cor a divisão entre lipocrómicos e melânicos é também artificial e sem base científica: o próprio canário selvagem possui pigmentos melânicos e pigmentos lipocrómicos.

Seja como for, o certo é que, a nível mundial, quem fala em canários de posição e postura é entendido entre os criadores e quem fala em canários de cor ou de canto também. Isto porque das várias raças de canários de canto exige-se que tenham uma maneira específica de cantar e que os de cor possuam determinadas características.

Deste modo, o canário de forma e postura prevê que a sua forma é específica e que a sua posição no poleiro é também especial.

O problema da forma exige estudos importantes, visto que nada se sabe da relação entre as várias partes do corpo das aves. Na natureza existem aves de pescoço longo e de pescoço curto, como aves de corpo largo e de corpo delgado. Não acontece o mesmo nas canários, visto que, de um modo geral, as aves de corpo largo possuem cabeça e pescoço largo, enquanto os canários alongados possuem cabeça estreita e pescoço longo. Deixaremos este tema para outros artigos e centremo-nos no problema das postura.

O modo como o canário se equilibra no poleiro coloca problemas tão profundos que não será possível expô-los num só artigo. As variáveis são tantas que temos de eliminar algumas para colocarmos o problema de modo adequado. Por tal motivo, procurei a colaboração de um engenheiro biólogo.
A grande questão é a seguinte: o que faz com que uma ave se coloque mais vertical ou mais horizontal no poleiro? Todos sabemos que o periquito australiano se mantém quase vertical no poleiro e que o canário do Harz canta quase em posição horizontal. Como dissemos, muitas variáveis se encontram em conflito: esqueleto, músculos, formato do corpo da ave, entre outros. Existe ainda um elemento importante a tomar em linha de conta: o hábito ou o treino. Na verdade, enquanto os criadores de canários de postura mais vertical, como è o caso do Yorkshire treinam as aves colocando cartões em volta da gaiola para que a ave se estique para espreitar para fora, os criadores de canários de Harz colocam cartões no tecto da gaiola para a ave se colocar o mais horizontal possível, com a intenção de emitir notas graves, as mais apreciadas.

O estudo da posição dos canários no poleiro passa pela observação de vários factores e pode ser feita através de algumas vias. Assim, pode promover-se o estudo através do esqueleto das diferentes raças, observar a posição de outras aves na Natureza ou, mais sofisticado, estudar o modelo no computador. Para o primeiro estudo montamos esqueletos de Yorkshires e de canários de cor a fim der estudarmos a sua posição no poleiro.

A fim de estabelecermos um programa de computador, promovendo a realização de um modelo biológico, simplificamos, numa primeira abordagem do estudo da posição dos canários, as vária e focalizamos a atenção no esqueleto. Sabemos que as aves da canela alta têm tendência para a verticalização. Façamos uma breve revisão anatómica:

O esqueleto do membro inferior do canário e das aves em geral não é constituído como o dos mamíferos. O que parece ser a perna (que aparece desplumada) é ainda parte do pé; os dois primeiros ossos do pé estão fundidos num osso único a que se chama canela.

Assim, nas aves como o canário, existem 3 dedos anteriores e 1 posterior; segue-se a canela, depois a perna, depois a coxa que se articula nos ossos da bacia. Deste modo, temos a considerar um ângulo entre os dedos e a canela, outro entre a canela e a perna, outro entre a perna e a coxa e, por fim, a articulação entre a coxa e o corpo. Todo este complexo interfere na posição da ave quer pelos ângulos formados. Quer pelo comprimento dos segmentos.

De todos estes elementos, o que se afigura de estudo mais importante é o comprimento da canela que, como se sabe, varia segundo as raças. Assim, o modelo que estudamos conta com duas variantes: o comprimento da canela e formato do corpo.

Este estudo, que parece muito teórico, é de grande importância para a afirmação da forma e posição da várias raças de canários e o Arlequim é, sem dúvida, uma ave ideal para este estudo, visto que se deseja que seja uma ave de canela alta e corpo erecto, mais de acordo com os antigos canários criados pelos portugueses. Esta forma, associada à poupa dá à ave uma sobranceria e vivacidade inigualáveis. Enquanto são feitos estes estudos, o que podemos aconselhar aos criadores é que seleccionem aves de canela alta o que, sem constituir uma garantia de bons exemplares fornece já um elemento importante para a as criações futuras. A seu tempo, a revista Arlequim fornecerá elementos sobre estas experiências.

Texto de Armando Moreno

Generalidades do Arlequim Português

O canário Arlequim Português é, essencialmente, um canário de desenho, polícromo, vivo, rústico, alegre, que mantém a tradição da variedade de desenho, que existiu sempre nos ancestrais criados pelos passarinheiros. No caso de vir a ser aprovado pela COM creio que deverá ser incluído numa secção próxima do Lizard, mas a decisão final terá de ser do Clube de Juizes.

As exigências dos concursos e o desejo de dar origem a raças sofisticadas, quer no porte, quer no canto, quer na cor, conduziu ao desaparecimento do canário vivo e alegre que se criava entre os amantes do animal em si e que cativava as pessoas em geral que desejavam apenas ter em sua casa um canário para cantar.

Muitos dos animais altamente classificados dos dias de hoje são pássaros tristes, deformados, diríamos quase estropiados, quando não votados ao enclausuramento em gaiolas minúsculas, vivendo no escuro, o que conduz ao canto dito suave que, na verdade, mais parece um canto triste. Em reacção a esta situação, os criadores espanhóis seleccionaram o Timbrado, de canto vibrante, mas não atenderam, neste canário, à plumagem.

É curioso observar como algumas raças de canários deixam transparecer de modo significativo o carácter das populações que os criaram: O Frizado Parisiense parece conter em si uma bailarina de Can-Can. Por sua vez o Yorkshire representa a distinção do lord inglês. Ao alemão assemelha-se o canário do Harz, resultado de uma disciplina rigorosa, assumida em escolas alinhadas, como os elementos de um exército. O Timbrado reflecte o folclore espanhol, com as suas castanholas.

Em Portugal, mercê das características da população, rústica, avêssa a racismos e, ao contrário, mais dada a fusão das raças, criou-se um canário de cores múltiplas, vivo, alegre. É o Canário Arlequim Portugês.

Deve notar-se que esta raça permite uma variedade de desenhos que tornam a sua criação fascinante pelo imprevisto e impede a monotonia que outras raças de cor imprimem às exposições onde são apresentadas centenas de aves todas iguais, com pequenas diferenças, só reconhecíveis por especialistas.

Texto de Daniel Gonçalves


 standard e algumas fotos..




















































Um Obrigado  a todos por me deixarem publicar aqui um artigo sobre o canário arlequim português... Pedro Freixo, Armando Moreno, Daniel Gonçalves, e entre outros criadores e bons exemplares que estao de parabens por esta raça de canario... a nossa! 


algumas paginas que podem encontrar artigos.fotos.exposições.campeonatos e entre outras... 



Clube Do Canário Arlequim Português

http://ccap.avespt.com/ 




Canários Pedro Freixo
http://www.canariospfreixo.blogspot.com/


O Canário Arlequim Português 

http://sites.google.com/site/arlequimportugues/home

 

 

Fernando costa

vila do conde




 



2 comentários:

  1. Pois é... o bichinho está a começar a atacar com força.
    Parabéns pelo empenho.
    Sauações ornitófilas.

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  2. estou a começar agora mas posso dizer uma coisa ...o arlequim e das aves mais lindas que eu conheço e adoro muito.....

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